Não existe esquerdista grátis
Leia nossa newsletter de hoje e fique por dentro dos Destaques de Segunda-Feira | 12.01.26
Mais um capítulo da já conhecida novela Não Existe Esquerdista Grátis.
Desta vez, o protagonista é Wagner Moura — ator que, cada vez mais, parece confortável também no papel de militante político. Ao receber uma premiação como melhor ator pelo filme O Agente Secreto, ele decidiu usar o palco não para falar de cinema, mas para fazer propaganda política. Segundo ele, o Brasil teria vivido, durante o governo Bolsonaro, um regime fascista. Fascista, vejam só
Seria interessante, portanto, que Wagner Moura apontasse ao menos um caso concreto de censura ou perseguição política contra esquerdistas durante esse suposto “horrível regime fascista”. Um único exemplo já ajudaria. O problema é que o que se consegue demonstrar, com centenas de casos documentados, é exatamente o oposto.
Mesmo durante o governo Bolsonaro, foi a esquerda que aparelhou instituições, censurou, perseguiu e prendeu conservadores e opositores políticos. O próprio ex-presidente é hoje um prisioneiro político, acompanhado por centenas de outros brasileiros
O caso mais emblemático talvez seja o da cabeleireira Débora, condenada a 14 anos de prisão por escrever, com batom — algo que se remove com água e sabão — uma frase de protesto em uma estátua em Brasília. Uma frase irônica, sem palavrões, sem incitação à violência. Ainda assim, 14 anos de cadeia
Curiosamente, nada disso parece sensibilizar o ator. Também não houve, em seu discurso inflamado, qualquer menção ao Irã, onde centenas de pessoas são mortas e esmagadas por um regime brutal — regime, aliás, aliado do descondenado brasileiro. Descondenado este cujo governo ajudou a financiar o próprio filme, com um aporte de sete milhões e meio de reais, além de mais oitocentos mil reais liberados em janeiro para ações de promoção
Também não se ouviu uma palavra sobre a Venezuela. Nenhuma menção ao regime opressor que destrói o país. Nenhuma palavra sobre Cuba. Nenhum incentivo para que povos oprimidos se levantem contra ditaduras reais e atuais. Por que será esse silêncio tão conveniente?
Enquanto isso, Wagner Moura vive tranquilamente no “malvadão capitalista” Estados Unidos. O contraste é gritante. E o comportamento, além de cínico, além de degenerado, revela uma hipocrisia clara: a de quem se presta ao papel de garoto-propaganda de regimes autoritários enquanto posa de defensor da democracia
O ator defendeu ainda a importância de se fazer mais filmes sobre a ditadura brasileira — uma ditadura de meio século atrás. Mas fica a pergunta: não seria mais interessante, talvez até mais lucrativo, produzir filmes sobre a história recente do Brasil? Sobre um grupo político que saqueou o país, causou prejuízos bilionários e acabou amplamente anistiado pela Justiça?
Ou quem sabe um filme sobre o careca do INSS, pivô de um dos maiores roubos da história contra aposentados, desviando bilhões de reais e repassando recursos até para filhos de autoridades. Será que isso não renderia uma boa bilheteria? Ou então um filme sobre um banco responsável pelo maior rombo financeiro da história do país — mais de 40 bilhões de reais — que ainda contratou a esposa de uma das mais altas autoridades, pagando cifras astronômicas
Mas esses filmes dificilmente verão a luz do dia. Pelo menos não com dinheiro público. Porque, no fim das contas, já não estamos mais falando de arte. Estamos falando, pura e simplesmente, de propaganda política.
Veja mais comentários sobre o assunto:
Mais uma vítima de perseguição política do regime brasileiro
Trecho da matéria:
“Durante quase um ano, sua atuação seguiu sem novos episódios de bloqueio. Contudo, a situação começou a mudar novamente em 10 de julho de 2024.
Naquele dia, ao acompanhar os assuntos mais comentados do X, Ed Raposo se deparou com um nome até então desconhecido para a maioria dos brasileiros: o do delegado da PF Fábio Shor.
A partir daí, o influenciador passou a levantar reportagens sobre a trajetória do personagem que estava no centro do noticiário. Ao pesquisar operações policiais capitaneadas por Shor, Ed Raposo identificou a atuação do delegado em investigações que envolviam o ex-presidente Jair Bolsonaro — e decidiu gravar um vídeo sobre o assunto.
Em 14 de agosto de 2024, ocorreu a operação que resultou na apreensão de seus dois laptops, celular e passaporte. Essa ação teve dois efeitos imediatos:
O passaporte apreendido o impediu de viajar para a França, onde visitaria a mãe, que mora no país. A proibição de se manifestar inviabilizou sua atuação profissional nas redes.
Com passagens pelo setor corporativo, a última delas em uma multinacional de tecnologia, Ed Raposo tentou retornar ao mercado de trabalho. Contudo, segundo apurou a reportagem, as tentativas fracassam quando as empresas percebem que o influenciador é um alvo de investigação na PF.
Sem renda fixa, Ed Raposo chegou a vender pertences e recorrer a ajuda financeira de terceiros para sobreviver. Suas contas bancárias também foram atingidas por penhoras em processos judiciais, o que dificultou a manutenção do dia a dia.”
Cinismo: o que além disto a militância de redação pode oferecer?
Mesmo acompanhando, ao longo de décadas, a decadência do jornalismo — e sua transformação em militância de redação de esquerda —, ainda me impressiono com o nível de cinismo dessa gente.
Uma militante de redação do Globo, empresa que recebe centenas de milhões por ano do regime para fazer propaganda, teve a cara de pau de contrapor o jornalismo “profissional”, supostamente pautado em “revisão e checagem”, ao trabalho de influenciadores que teriam recebido dinheiro para defender o Banco Master nas redes.
Ora, a diferença entre esses influenciadores e O Globo não é apenas o tamanho do cheque que recebem para fazer propaganda: é também o impacto do trabalho. No caso do jornal, ele é incomparavelmente mais nefasto.
A militância de redação tem responsabilidade direta pela descondenação de Lula, e pela imposição de um regime de censura e perseguição política no Brasil.
Sim. Eu vi isso e você também verá
O pagador de imposto brasileiro despeja bilhões nas universidades federais todo ano, dinheiro que vira fábrica de militantes comunistas, desses que gritam “pelo povo” com o peito estufado, mas passam pano para as piores tiranias do planeta.
Dizem que defendem “o povo venezuelano”. Defendem nada. Usam o povo como slogan, enquanto fazem vista grossa pra uma narcoditadura brutal que esmaga a população, destrói o país, espalha miséria e empurra gente pra fora de casa.
O resultado é uma calamidade histórica: mais de 8 milhões de venezuelanos já fugiram do inferno socialista. E os celerados ainda têm a pachorra de instigar a “resistência” da Venezuela contra os “imperialistas estadunidenses”.
Refugiado venezuelano no Brasil expondo os comunistinhas brasileiros que fazem manifestação para apoiar a ditadura que destruiu o país
É o mesmo pessoal que apoia o regime brasileiro de censura e perseguição política.
Precisa ficar muito claro: quando os comunistas falam em “defesa da democracia”, o que eles tem em mente é a instalação de uma ditadura brutal, como a venezuelana.
Advogada indicada ao STM pela companheira Gleisi Hoffmann recebeu dinheiro de empresas usada pelo “Careca do INSS”, segundo o Metrópoles
Trecho da matéria:
“Uma firma utilizada pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, pagou R$ 700 mil ao escritório de advocacia da ministra Verônica Abdalla Sterman, do Superior Tribunal Militar (STM). O pagamento consta em um dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e encaminhados à CPMI do INSS.
Segundo o RIF, o pagamento foi feito pela firma ACX ITC Serviços de Tecnologia S/A. O período analisado no relatório vai de outubro de 2024 a fevereiro de 2025 — portanto, o pagamento aconteceu antes de Verônica tomar posse como ministra do STM.
Advogada paulista de 41 anos, Verônica foi nomeada para o cargo pelo presidente Lula (PT) em setembro passado.
Sterman já teve como clientes a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), e o marido da petista, ex-ministro Paulo Bernardo (PT); além do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Os três políticos apoiaram a indicação dela ao cargo. Em 2024, Gleisi e Alckmin já haviam apoiado o nome de Verônica para o cargo de desembargadora do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), em São Paulo.”







Completa degeneração intelectual, moral, ética, histórica, etc..
Leandro, o problema do seu texto não é apenas ideológico.
É estratégico. Você escreveu só mais um texto de denúncia.
Mais uma lista de escândalos. Mais um desabafo indignado.
A direita faz isso há anos. Faz isso há anos demais.
Mas o filme não é um processo judicial.
É cultura. Repito: cultura.
Enquanto a esquerda produz filmes, séries, livros e narrativas,
a direita responde com dossiês, slogans e textos nervosos.
Isso não disputa imaginário. Só faz barulho.
A guerra cultural não se vence apontando hipocrisias: "olha lá, olha lá!"
Vence-se criando obras melhores.
A esquerda constrói símbolos. A direita comenta símbolos.
O único filme que a direita tentou fazer (Oficina do Diabo)
foi ignorado pela esquerda.
E isso diz tudo.
Quem domina a cultura não precisa gritar.
Só continuar produzindo.
O seu texto não enfraquece em nada absolutamente a narrativa deles.
Apenas mostra o abismo entre quem constrói algo e quem grita no estacionamento.
Enquanto eles produzem cultura a direita se empanturra de indignação.
E indignação não forma gerações.